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Primeiros Passos do Locador DIY

Tudo o que você precisa fazer antes de assinar um contrato: precificar, anunciar, selecionar e verificar o inquilino.

Conteúdo do curso

1.Por que alugar sem imobiliária faz sentido (e quando não faz)
2.Calculando o valor justo do aluguel
3.Como anunciar e atrair bons candidatos
4.Documentos que você deve pedir ao candidato
5.Verificando o histórico do candidato
6.Checklist final antes de assinar o contrato
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Por que alugar sem imobiliária faz sentido (e quando não faz)

Imobiliárias cobram entre 8% e 12% do aluguel como taxa de administração, mais uma taxa de locação equivalente a 1 mês de aluguel na assinatura do contrato. Em um imóvel de R$2.000/mês, isso representa até R$4.400 no primeiro ano. Para um portfólio de 3 imóveis, são R$13.000+ por ano em taxas.

O modelo DIY faz sentido quando: você tem tempo para gerenciar (ou usa uma ferramenta como o Rentos), o imóvel fica na sua cidade, e você se sente confortável com os aspectos legais — ou está disposto a aprender. Este curso cobre exatamente isso.

Quando a imobiliária pode valer a pena: imóvel em outra cidade, portfólio grande (10+ imóveis), ou se você prefere delegar completamente. Nesse caso, negocie a taxa: imobiliárias boas aceitam 8% para portfólios maiores.

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Calculando o valor justo do aluguel

O aluguel de mercado é determinado pela oferta e demanda local — não pelo valor que você "precisa receber" ou pelo valor do IPTU. A forma correta de precificar:

1. Pesquise comparáveis. Acesse Zap Imóveis, Viva Real e OLX. Busque imóveis no mesmo bairro, com as mesmas características (dormitórios, m², garagem, andar). Pegue 5–10 anúncios ativos e calcule a mediana.

2. Ajuste pelas diferenças. Acabamento superior = 10–15% a mais. Andar alto com vista = 5–10%. Sem garagem = −5%. Condomínio alto incluso = neutro (inquilino paga o condomínio à parte).

3. Calcule a rentabilidade esperada. Rentabilidade bruta = (aluguel × 12) ÷ valor do imóvel. O mercado brasileiro gira em torno de 4–6% a.a. brutos. Se a sua estimativa der muito abaixo, o imóvel pode estar superestimado.

4. Considere o tempo de vacância. Um aluguel 10% acima do mercado pode ficar vago 3 meses — o equivalente a perder R$6.000+ em um imóvel de R$2.000/mês. Melhor precificar competitivo e locar rápido.

Use a calculadora gratuita /calcular-aluguel-justo para estimar a faixa de mercado com base em dados do IBGE e Zap.

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Como anunciar e atrair bons candidatos

A qualidade do anúncio filtra o candidato antes mesmo do contato. Anúncios vagos ou mal fotografados atraem perfis oportunistas — quem busca o "desconto" por qualquer motivo.

Fotos: Use luz natural (abra todas as janelas, ligue luzes). Tire fotos do ângulo mais amplo de cada cômodo. Foto da fachada, cozinha, banheiro e vagas de garagem são obrigatórias. Fotos profissionais aumentam 30–40% o número de contatos qualificados.

Título do anúncio: Seja específico. "Apartamento 2 dorms, 68m², varanda, garagem, Vila Madalena" converte mais que "Excelente apto bem localizado". Inclua o preço sempre — ocultar o preço reduz a qualidade dos candidatos.

Descrição: Liste o que está incluso (IPTU, condomínio, água) e o que não está. Mencione a garantia exigida. Informe prazo mínimo (30 meses para contrato padrão). Isso economiza horas de perguntas repetitivas.

Portais recomendados: Zap Imóveis e Viva Real (pago, mais qualificado), OLX (gratuito, mais volume). Instagram e grupos locais de WhatsApp são eficazes para imóveis populares.

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Documentos que você deve pedir ao candidato

Peça sempre antes de agendar visita — filtra quem não está comprometido. Documentos essenciais:

Identidade: RG + CPF (ou CNH, que contém os dois). Caso seja casado/a, exija os documentos do cônjuge também — ele/ela precisará assinar o contrato.

Comprovante de renda: As últimas 3 folhas de pagamento (para assalariados), ou a Declaração do IR mais recente com recibo de entrega (autônomos e PJ). A renda líquida deve ser de pelo menos 3× o valor do aluguel — esse é o critério mínimo de solvência.

Comprovante de residência: Conta de luz ou água dos últimos 3 meses (em nome do candidato, do endereço atual).

Referências de locação anteriores: Nome e telefone do último locador é um filtro poderoso. Quem foi bom inquilino antes, tende a continuar sendo.

Para fiador: Todos os documentos acima + certidão de matrícula do imóvel quitado (do cartório de imóveis) + concordância do cônjuge do fiador.

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Verificando o histórico do candidato

Documentos provam renda e identidade, mas não revelam o histórico de inadimplência ou ações judiciais. Para isso:

Consulta CPF/Serasa: Revela score de crédito (0–1000), restrições no SPC/SCPC, protestos e dívidas em aberto. Plataformas como Rentos oferecem essa consulta por R$29 — compare com o custo de um despejo (R$15.000–R$30.000).

Pesquisa de processos judiciais: Acesse o sistema do Tribunal de Justiça do seu estado (e-SAJ, TJSP, TJRJ etc.) e pesquise o CPF/nome do candidato. Procure ações de despejo anteriores, ações de cobrança e dívidas trabalhistas que possam sinalizar instabilidade financeira. O JusBrasil agrega processos de múltiplos tribunais gratuitamente.

Situação cadastral na Receita: O site da Receita Federal permite consultar se o CPF está "regular" ou em situação irregular — inadimplentes com o fisco frequentemente têm outros problemas de crédito.

Regra prática: Candidatos com score acima de 700, renda 3× o aluguel e sem ações de despejo no nome têm baixo risco de inadimplência. Não abra mão dessa triagem.

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Checklist final antes de assinar o contrato

Você escolheu o candidato. Antes de assinar:

CPF consultado — sem restrições graves, sem ações de despejo. ✓ Renda comprovada de pelo menos 3× o aluguel. ✓ Garantia definida — caução em dinheiro, fiador ou seguro fiança. (Não assine sem garantia, a menos que a renda seja muito acima de 5× o aluguel.) ✓ Contrato revisado — prazo (mínimo 30 meses para vantagens da Lei do Inquilinato), valor, índice de reajuste, garantia, responsabilidades. ✓ Vistoria de entrada realizada — laudo assinado pelo inquilino, fotos arquivadas. ✓ Chaves entregues formalmente — registre a entrega no contrato ou em aditivo. ✓ Carnê de IPTU e boleto do condomínio — defina em contrato quem paga o quê e como comprova o pagamento. ✓ Conta de depósito separada — a caução deve ficar em conta poupança separada, com rendimentos revertidos ao inquilino no fim (art. 38, §2° da Lei 8.245/91).

Com tudo isso em ordem, você está pronto para ser um locador DIY profissional.

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